quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Padres russos que bufavam ao NKVD não merecem a santidade

por: Paul Goble


Vienna, February 18 – At least some of those venerated by the Russian Orthodox Church as "the new martyrs" because they died at the hands of the Soviet regime do not deserve to be canonized because they either agreed to act as informers for the secret police or denounced their own faith in the hope of leniency, according to a priest now involved in researching these cases.
Speaking to a church conference this week, Father Superior Damaskin said that "far from every individual who suffered for the faith in Soviet times can be elevated to the rank of the saints" because canonization requires an examination of an individual's entire life rather than only one moment of it (www.annews.ru/news/detail.php?ID=178269).
And unfortunately, he continued, many who were tortured or even were killed because of their faith or position in the Church had agreed to act as informers or promised to do so or even denied the Church and its teachings as a whole in the hopes, sometimes realized, of being spared at least for a time.
Thus, Archimandrite Pavel of Yaroslavl, after being arrested in 1929, "agreed to become an informer and was freed," Damaskin said. "But in 1938, the NKVD all the same arrested and shot him." And others were quite prepared to deny their faith if that would save their lives, a strategy that was not successful in most cases.
Unfortunately, the priest continued, sorting out such cases is becoming ever more difficult. In the 1990s, the Church had access to some of the archives it needed, but more recently, the authorities have put these files beyond the reach of the church, an action that among other things raises questions about who was a saint and who was a police informer.
Damaskin's position represents the rise of a much tougher standard that many in the Church have used before. Not only do many of the faithful accept that people including churchmen did many unfortunate things because of torture, as any number of memoirs from the 1930s attest, but there is another reason this complicated relationship was not discussed.
As many in the Church and the human rights communities have long been aware, some of the most senior hierarchs in the Moscow Patriarchate have had close ties with or have even been officers in the secret police. Consequently, to talk about this even as Damaskin does calls attention to something many in the hierarchy would prefer not to have discussed.
But at least some in the hierarchy feel they have no choice, given the importance of the status of saint in Orthodoxy. Metropolitan Yuvenaly of Krutitsky and Kolomna, who heads the Synod's commission on canonization, seconded Damaskin's argument, although he tried to put a more optimistic gloss on it (www.newsru.com/religy/17feb2009/geheimnisse.html).
The Metropolitan said that "it is of course hard for us now: for us, state archives are being closed, but we believe that the new martyrs will be accepted by the people, and despite all these difficulties," the Church and its followers will gain the intercessors with God that everyone requires.
He added that on April 11th, his commission would mark its 20th anniversary, and he promised that it would continue its work. But in addition to the problems it faces with access to the necessary archives, the commission also faces difficulties from Orthodox nationalist activists who want to see Rasputin or even Stalin canonized.
The Church is unlikely to agree – the recent case of the priest who hung an icon in his church is instructive on this point (http://www.portal-credo.ru/site/?act=monitor&id=13418) – but the muddying of the waters that the issues Damaskin and Yuvenaly raise will undoubtedly be exploited by such people.
Moreover, these reports will complicate the Moscow Patriarchate's relations with independent Orthodox groups both within Russia and abroad and cause many of them to take an even firmer position against cooperating with those they suspect have more than a little to hide both now and in the past.
Thus, in yet another way, the closure of the archives under Vladimir Putin is preventing closure over the tragedies of Soviet times. Worse, it ensures that the dark shadow that period cast on Russia and Russian believers even as Moscow now says it wants to support them in every possible way.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Burkina Faso com a arma nuclear.

Um pouco off top, mas hoje encontrei na Internet um documento histórico, um típico pedido formal que na União Soviética era feito pelas pessoas comuns nos seus sectores de trabalho, nas vésperas dos feriados, na expectativa de poder comprar os produtos alimentares altamente raros no comércio formal soviético, menos em Moscovo, 3 repúblicas bálticas e nas fábricas secretas (chamadas “caixas do correio”, pois o seu endereço físico era ocultado).

Então, o que temos nesta lista de “super delícias”?

1. O chouriço fumado, 1 rolo (cerca de 1 kg), fabricado na Jugoslávia.
2. O café instantâneo, 2 latas, sem a marca definida. Talvez soviético.
3. O chá indiano. Barato. 2 pacotes (2 x 250 gr), pois a Índia vendia o seu chá de qualidade primeiramente ao Reino Unido e outro mundo capitalista.
4. O leite condensado sem o açúcar. 1 lata.
5. Shproty (conserva do peixe fumado em óleo), nenhuma festa na URSS podia ser imaginada sem a presença dessa “especiaria”. 1 lata (125 gr).
6. O fígado do peixe Theragra (Alaska pollock). 1 lata (250 gr).
7. As sadinas estrangeiras em óleo. Até podiam ser portuguesas! 1 lata (125 gr).
8. O queijo do tipo “rossiyskiy”. 0,5 kg.
9. Os doces (caramelos, chupa – chupa ou chocolate), diversos. Caixa. Soviéticos.
10. A maionese. 2 frascos. A maionese era o produto quase impossível de comprar na URSS. As pessoas ficavam hora e horas nas filas, para comprar 1 ou 2 frascos (250 grames cada).

Todo este pedido custava 30 rublos. Se contarmos que o salário médio na URSS (1975 – 1990), era de cerca de 120 rublos (salário mínimo 70 rublos e um professor universitário extremamente condecorado ganhava 450 rublos), então as especiarias custavam ¼ do salário do cidadão.

Bom, é ai que estava escondido o segredo principal da URSS. Um país pobre com a população miserável (mesmo comparando com os “últimos” na União Europeia: Portugal, Irlanda, Grécia), podia financiar o Partido Comunista Português (PCP) em 1 milhão de dólares anualmente, a Síria tinha uma dívida de 20 biliões, até o Moçambique devia a URSS cerca de 1,5 de dólares.

E hoje, me parece que não estamos muito longe de voltar aos tempos, quando a URSS era conhecida com o “Alto Volta (Burkina Faso) com a arma nuclear”.
Fonte:

domingo, fevereiro 15, 2009

Moscovo intromete-se na América Latina

Uma longa semana de reuniões realizadas em Moscovo contribuiu para solapar a posição dos Estados Unidos na América Latina e acelerar a chegada de uma nova – e anti – americana – “ordem internacional”. O presidente cubano Raúl Castro, irmão do cada vez mais enfermo Fidel, chegou a Moscovo em 28 de Janeiro para reunir-se com a elite da classe dominante na Rússia, para o que o ditador cubano descreveu como “acontecimento histórico” de “grande significação”.

Por: Toby Westerman *

Moscovo sempre considerou Cuba como um “aliado chave” na América Latina, uma região cujos governos são, conforme o Ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov, “aliados naturais para a formação de uma mais justa e segura ordem internacional”.
Raúl declarou que a América Latina tem um “crescente relacionamento estratégico” com Moscovo. Havana já abriga uma grande e sofisticada base chinesa de espionagem electrónica, que ocupou o lugar da base Lourdes dos tempos soviéticos fechada em 2001. Ainda não se sabe concretamente como Moscovo estabelecerá esse “relacionamento estratégico” com Cuba. Forças navais russas visitaram recentemente Cuba, e há informações de que Moscovo cogita instalar aviões de bombardeio na ilha.

Moscovo já prometeu ao regime cubano ajuda técnica e militar, incluindo assistência na área das medidas de “segurança interna”. Há anos Cuba possui uma bem merecida fama de GULAG tropical. A crescente repressão aos dissidentes, entretanto, tem se mostrado incómoda para o regime comunista da ilha. Moscovo tem um comprovado histórico de eliminação daqueles que criam problemas para a elite do Kremlin, e parece disposta a compartilhar sua experiência com Havana.

[...]

A influência crescente russa na América Latina se estende à Venezuela, que gastou milhões de dólares em fuzis, helicópteros de combate e outros armamentos de apoio ao regime marxista de Hugo Chávez. Outros líderes esquerdistas da região estão trabalhando em estreita colaboração com Moscovo: Cristina Fernández de Kirchner, presidente da Argentina; o ex-guerrilheiro comunista Daniel Ortega, presidente da Nicarágua; Evo Morales, presidente da Bolívia, que quer ser um outro Chávez em seu país; Michelle Bachelet do Chile e Rafael Correa do Equador.
Os regimes de Cuba, Venezuela, Nicarágua e Equador, também mantêm vínculos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), um exército comunista e narco – terrorista que vende ilegalmente drogas e armas para todo o norte e sul do continente americano. Entre os seus melhores clientes estão os cartéis de drogas mexicanos ao longo da fronteira com os Estados Unidos, que ameaçam a própria existência do Estado mexicano.
Cuba e Venezuela também mantêm estreitos vínculos de relacionamento com a República Islâmica do Irão, que está disposta a compartilhar seus conhecimentos em matéria de energia nuclear com o governo de Chávez.

A nova “ordem internacional” que Moscovo e Havana defendem é manifestamente anti – americana e inclui os mais grupos violentos terroristas e os Estados mais opressores do mundo. É o socialismo em acção. Liderados por ditadores e apoiados por organizações policiais secretas, os governos socialistas latino-americanos buscam um sistema internacional socialista e o fim do sistema económico e político dos Estados Unidos como agora o conhecemos.
Estaremos em perigo se ignorarmos esta ameaça.
_________

Original em inglês: http://www.inatoday.com
* Editor da página International News Analysis Today
Tradução: André F. Falleiro Garcia, adaptação JNW

sábado, fevereiro 07, 2009

Soldado russo escolha a liberdade

O Ministério da Defesa da Rússia exigiu da Geórgia a libertação do sargento Alexandre Glukhov (na foto), capturado na Ossétia do Sul por forças de segurança georgianas, declarou Alexandre Drobichevski, seu porta-voz.

Tbilissi respondeu anunciando que o soldado russo abandonou o quartel onde prestava serviço militar em Akhalgor e pediu ajuda à polícia georgiana.Segundo o Ministério do Interior da Geórgia, “o soldado tomou essa decisão porque não conseguiu suportar as condições nas tropas russas”.“O militar está a ser reabilitado e ficará a viver na Geórgia”, acrescenta o ministério.

Em declarações à imprensa, o sargento russo declarou que Moscovo começou a enviar tropas e armamentos pesados, secretamente, para a Ossétia do Sul em Junho de 2008, o que se vier a comprovar, deixará claro que a Rússia não reagiu a um ataque militar da Geórgia contra a Ossétia do Sul, mas planeou e preparou a operação com muita antecipação.

Mas há outra razão para a deterioração das já más relações russo-georgianas.O Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, nomeou o embaixador Alexandre Golovine para o cargo de representante especial encarregado da delimitação e da demarcação das fronteiras com a Comunidade dos Estados Independentes, a Geórgia, a Abkházia e a Ossétia do Sul, anuncia hoje a imprensa russa.A criação deste posto está ligado ao início, pela Rússia, do processo de registo jurídico da fronteira com a Abkházia e a Ossétia do Sul.

Alexandre Golovine dirige, desde 2007, a delegação russa nas negociações sobre o Mar Cáspio e, desde 2008, a delegação que está encarregada de definir o estatuto do Mar Azov e do Estreito de Kertch e de delimitar o Mar Negro.Moscovo não conseguiu chegar a acordo com a Geórgia sobre a definição da fronteira, mas espera agora ter êxito nas negociações com as regiões separatistas georgianas que proclamaram a sua independência: Abkházia e Ossétia do Sul, com o apoio militar russo.

O Governo da Ossétia do Sul já veio também anunciar que o Túnel de Roki, via estratégica que liga as Ossétias do Norte e Sul, “é propriedade da Rússia”, enquanto que Tbilissi defende que ele pertence à Geórgia.A Agência de Geodésia e Cartografia da Rússia prepara-se para publicar um mapa em que a Ossétia do Sul e da Abkházia aparecem como Estados independentes.
O Ministério dos Negócios da Geórgia reagiu com uma nota, onde se apela à comunidade internacional “que tome uma posição firme face às acções aventureiras da parte russa, visto que todos compreendem a que consequências difíceis elas podem conduzir”. “Isso mostra uma vez mais as tentativas da Rússia de, através de todas as formas, legitimar os regimes fantoches por ela criados”, sublinha-se na nota.

Fonte:
http://darussia.blogspot.com/2009/01/relacoes-entre-russia-e-georgia-voltam.html